Cenário da covid-19 mostra função central das redes na sociedade

Cenário da covid-19 mostra função central das redes na sociedade

Até o fim desde ano, 190 milhões de assinaturas globais de 5G estarão ativas – e o número subirá para 2,8 bilhões no fim de 2025. Com isso, cerca de 65% das pessoas e empresas do planeta estarão em contato direto com o 5G em cinco anos, se beneficiando da alta velocidade, baixa latência e do mundo de novos serviços e aplicações. O 5G também responderá por aproximadamente metade do tráfego mundial em cinco anos.

Para atingir um bilhão de pessoas, o 4G levou 6 anos. O 5G, pelas projeções do relatório, deverá levar 4 anos

Além dessa expansão incrível, o relatório Mobility Report da Ericsson (baixe aqui na íntegra), cuja edição de junho acaba de ser atualizada, mostra que as redes e a infraestrutura digital são peças-chave para manter as sociedades em funcionamento e as famílias conectadas durante a pandemia da covid-19.

No panorama pós-pandemia, as redes de alta velocidade ganharão ainda mais protagonismo como suporte a novos serviços como a medicina e a saúde digitais, o data analytics em pesquisas e ambientes governamentais, as aplicações de internet das coisas em diversos ambientes, etc.

“Além de medir o sucesso do 5G pelo volume de assinaturas, seu impacto será julgado pelos benefícios que traz para pessoas e empresas”, afirma Paulo Bernardocki, Diretor de Soluções e Tecnologia de Redes da Ericsson. “O 5G foi feito para a inovação, e esta crise destacou o verdadeiro valor da conectividade e o papel que ela pode desempenhar no reinício das economias”.

Para um futuro próximo, os especialistas da Ericsson preveem a consolidação do modelo FWA (fixed wireless access, ou conexões fixas sem fio) usando o 5G diretamente a residências e empresas – eliminando, assim, a necessidade de fibra, infraestrutura fixa de cabos, etc. Até o fim de 2025, esse tipo de conexão, prevê o relatório, suportará 25% do tráfego global de dados da rede móvel,

“A disseminação do novo coronavírus levou pessoas de todo o mundo a mudar suas vidas diárias e, em muitos casos, a trabalhar ou estudar em casa. Isso levou a uma rápida mudança do tráfego de rede das áreas comerciais para as residenciais. Esse relatório mostra que nesse cenário, as redes móveis e fixas cada vez mais são componentes importantes de uma infraestrutura nacional crítica”, acrescenta Bernardocki.

Confira os principais pontos do relatório: 

O valor da infraestrutura digital

Um dos pontos que ficou mais evidente com a quarentena causada pela covid-19 foi a mudança no perfil do tráfego em redes fixas e móveis. A maior parte do aumento do tráfego foi absorvida pelas redes residenciais fixas, que tiveram um crescimento de 20 a 100%. Mas muitos provedores de serviços também notaram um aumento na demanda em suas redes móveis.

Em um estudo recente realizado pelo Ericsson Consumer Lab, 83% dos entrevistados de 11 países afirmam que as tecnologias de informação  têm sido de grande ajuda para lidar com a quarentena.

Os resultados deste levantamento mostram que houve uma maior adoção e uso de serviços como aplicativos de e-learning e bem-estar, que ajudaram os consumidores a se adaptarem a novas realidades, tudo sustentado pela conectividade.

Em um cenário futuro, 57% dos entrevistados do estudo afirmam pretender economizar dinheiro para fins de segurança financeira, enquanto um terço planeja investir em 5G e em uma banda larga aprimorada em casa para estar mais bem preparado para uma segunda potencial onda do novo coronavírus.

A expansão da FWA

Prevê-se que as conexões sem fio fixas (FWA) cheguem a quase 160 milhões até o final de 2025, totalizando cerca de 25% do tráfego de dados da rede móvel global e atingindo 53 exabytes.

Isso representa um crescimento de quase 8 vezes em comparação aos números do final de 2019, quando o tráfego global de dados de FWA havia sido estimado em cerca de 15% do total global.

As FWA de 4G ou 5G são uma alternativa cada vez mais econômica para o fornecimento de banda larga. É um mercado impulsionado por vários tipos de atividades, como as demandas de consumidores e empresas por serviços digitais, além de programas e subsídios patrocinados por governos.

Outros pontos de destaque

O relatório Mobility Report também inclui previsões sobre o crescimento do tráfego de dados, assinaturas regionais e informações sobre jogos baseados na nuvem, além de artigos detalhados sobre redes dedicadas privadas. Estas vêm tendo larga aplicação em ambientes industriais, colaborando para manter dados privados protegidos e com maior controle sobre as alocações dos recursos de rede disponíveis para usos críticos.

Atualmente, em junho de 2020, a Ericsson possui mais de 93 acordos comerciais de 5G ou contratos com provedores de serviços de comunicação exclusivos. Destes, a empresa já implementou e mantém mais de 40 redes de quinta geração em funcionamento ao redor do mundo.


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