ESS: conheça a tecnologia que permite a transição mais rápida para o 5G

ESS: conheça a tecnologia que permite a transição mais rápida para o 5G

ESS. Já ouviu falar? Essa sigla representa o que poderá ser a chave para o início da implementação rápida do 5G aqui no Brasil e outras partes do mundo. Trata-se da abreviação de Ericsson Spectrum Sharing, uma tecnologia que possibilita o uso numa mesma banda, por meio de compartilhamento dinâmico, dos sinais 4.5G (LTE) e 5G, alocando o espectro de acordo com a demanda dos usuários para cada tipo de serviço. O ESS usa software de inteligência de dados e análise de comportamento para fazer isso.

Sim, é possível implementar o 5G no País e no mundo em frequências já de posse das operadoras e em uso por serviços em operação atualmente no 4G, com a técnica, que já passou por testes considerados promissores pelas operadoras brasileiras. O ESS permite um ‘switch’ (transição) extremamente rápida, inclusive com o uso de equipamentos como os rádios já operando nas redes de hoje (desde o ano de 2015), aproveitando boa parte da infraestrutura atual, com uma necessidade muito menor de despender recursos por parte das operadoras.

Existe, claro, a ligação entre o leilão das frequências que será realizado pela Anatel ainda no fim deste ano ou início do ano que vem, no qual as teles irão adquirir os espectros necessários para que o 5G possa funcionar plenamente, em especial a faixa de 3,5 GHz (frequências entre 3,3 e 3,6 GHz, 100 MHz a mais do que na proposta inicial), que vai abrir as portas em definitivo para as redes de altíssima velocidade.

Essas faixas são fundamentais para, num segundo momento, haver a disponibilização de serviços como o fatiamento de rede, que permitirá às operadoras oferecerem “redes virtuais” e aplicações 5G com o perfil adequado para cada tipo de usuário – serviços médicos e de saúde, cidades inteligentes, agronegócio, consumo de mídia e entretenimento, etc., além de assegurar toda a estabilidade, rapidez e baixíssima latência do 5G.

No entanto, até que isso ocorra, a tecnologia ESS permite que o 5G comece a funcionar em faixas já ocupadas pelo 4G, imediatamente – e estudos conduzidos pela Ericsson mostra que pelo menos 80% das operadoras da América Latina pretendem adotar o modelo nos próximos 12 meses.

Testes já foram feitos no Brasil pela Ericsson, operadora Claro e Qualcomm (fabricante de processadores móveis dotados de modems cuja geração atual também já é compatível com o 5G). Em fevereiro, o ESS foi posto em prática experimentalmente e operou em São Paulo.

Na Holanda, a operadora Vodafone lançou, recentemente, um serviço 5G antes mesmo do leilão de frequências, usado exatamente os rádios e infraestrutura da rede LTE, possibilitando a adição de equipamentos específicos para o 5G conforme a demanda pelos serviços da nova geração for aumentando.

O engenheiro Paulo Bernardocki, responsável pela área de gestão de redes e soluções na Ericsson, aponta que se as operadoras tivessem que dedicar o espectro apenas para 5G, teriam que reservar uma grande quantidade de banda para redes que de início não terão tantos assinantes. “Então esse é o principal ganho do ESS: compartilhamento com o LTE. A carga para o 5G fica sendo, inicialmente, apenas aquela que ele demandar naquele momento”. De acordo com ele, não existem restrições legais para o início do funcionamento do ESS neste momento.

O QUE DEVE ACONTECER NO BRASIL?

  • No primeiro momento, para ser implementado mais rapidamente, o 5G vai conviver com o LTE (4G / 4.5G), ainda com algumas limitações. Isso vai possibilitar casos de uso da rede aprimorados, melhorando o que já existe na geração atual. Isso se chama 5G NSA (non-standalone, pois o núcleo da rede será compartilhado com os das estruturas existentes hoje).
  • No segundo momento, o 5G vai atingir o seu máximo em capacidade no ar. Em três a quatro anos após o leilão, se espera que o 5G esteja operando no modelo 5G SA (standalone, sozinho na rede) e aí se explora a arquitetura nova ao máximo, com o lançamento de novos aplicativos por verticais de negócios.

Como as operadoras poderão explorar esse novo modelo de negócios?

Leia mais aqui.

ENTENDA

Os principais benefícios do ESS

  • O que é ESS?

Um ecossistema dinâmico desenvolvido pela Ericsson que possibilita o compartilhamento do espectro entre as tecnologias 4G e 5G, permitindo às operadoras a implementação do 5G nas mesmas frequências com rapidez, agilidade e um mínimo de impacto. A tecnologia reutiliza hardware / espectro / sites, aumenta a cobertura da banda média / alta e abre o caminho para o 5G independente, trazendo vantangens para a operadora.

  • Quais as vantagens?

Cobertura / Capacidade

> Cobertura de área ampla de 5G imediatamente e possibilidade de a operadora oferecer de maneira praticamente imediada

Atuação rápida

> Maior eficiência de espectro, com compartilhamento mais rápido (1 milissegundo para a transição entre uma rede e outra) totalmente de acordo com a demanda, com gerenciamento automático

Inovação

> Atualização remota de software em 5 milhões de sistemas de rádio da Ericsson em serviço em todo o mundo


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