Mesmo com pandemia, aumenta previsão de assinaturas globais do 5G

Mesmo com pandemia, aumenta previsão de assinaturas globais do 5G

Com a crescente demanda mundial por serviços de telecomunicações de qualidade e alto desempenho, a Ericsson recentemente aumentou as previsões de adoção global do 5G para 2025. De uma previsão anterior de 2,6 bilhões, o número agora é de 2,8 bilhões de assinaturas ativas no período (um aumento de 200 milhões de usuários). Isso significa que aproximadamente 35% das pessoas e empresas do planeta estarão em contato direto com o 5G em cinco anos, se beneficiando da alta velocidade, baixa latência e do mundo de novos serviços e aplicações.

Falando no evento virtual Ericsson Unboxed, Patrik Cerwall, editor executivo do Ericsson Mobility Report e head de marketing estratégico global da companhia, revelou que aumentará também a previsão anterior de 100 milhões de assinaturas 5G no mundo até o final de 2020. Isso significa, segundo ele, que a trajetória de expansão será rapidamente retomada após a pandemia da covid-19, praticamente sem impactos.

Um aumento acima do esperado na adoção do 5G na China foi mapeado pela Ericsson no primeiro trimestre, mesmo quando o país foi duramente atingido pela pandemia – o que significa que nem a covid-19 e nem o isolamento social interferiram, em território chinês, na expansão programada das redes de alta velocidade, que rapidamente voltou a ganhar escala assim que a pandemia diminuiu. “Mas, se olharmos para o resto do mundo, veremos que houve uma ligeira queda em comparação à nossa estimativa”, destaca Cerwall. “As pessoas estão sentadas em casa e não é hora de sair para comprar um novo dispositivo 5G”.

Ele também observou que provavelmente haverá um impacto indireto dos atrasos nos procedimentos de alocação de espectro em alguns países. Isso reflete os comentários feitos na atualização do primeiro trimestre, ocasião em que o CEO global da Ericsson, Börje Ekholm, alertou que havia um risco de que a pandemia pudesse levar a Europa a ter um certo atraso no 5G, mas localizado e com curta duração.

Em um evento online, Ekholm destacou as mudanças transformadoras sofridas pelas redes nos últimos três meses. Essa mudança viu o tráfego passar rapidamente de áreas comerciais para áreas residenciais em questão de dias. Em muitas redes, o tráfego aumentou 20%, com o natural crescimento da demanda de uso de aplicativos, incluindo videoconferência.

Dada a importância da conectividade e do 5G, em particular como infraestrutura nacional crítica, Ekholm acreditava que é do interesse geral garantir que redes ultra rápidas, de alta qualidade, acessíveis e seguras, estejam disponíveis quando e onde forem necessárias.

Ekholm mostrou-se igualmente otimista quanto às perspectivas do 5G, afirmando que continuava confiante no potencial comercial da tecnologia, observando a necessidade de “desmascarar o mito” que os consumidores não pagariam mais pelo 5G.

Ele observou que uma pesquisa realizada pela empresa mostrou que 20% dos entrevistados estavam dispostos a pagar mais pelo 5G. No entanto, ele alertou, isso contava com as pessoas “realmente percebendo a diferença” entre a nova tecnologia de rede e o atual 4G.

No Brasil, cerca de 30% dos consumidores mudariam de operadora para ter o 5G primeiro, de acordo com o presidente da Ericsson para o Cone Sul, Eduardo Ricotta. Um estudo feito pela Ericsson mostra que o potencial de ganhos é gigante: o 5G pode gerar R$ 332 bilhões em receitas para as teles nacionais ao longo dos próximos dez anos.

NÚMEROS / DESTAQUES

> 100 milhões é o número de assinaturas de 5G previstas no mundo até o fim deste ano (o número deve ser atualizado para mais em breve)

> 2,8 bilhões de assinaturas de 5G devem estar ativas globalmente até o fim de 2025. A previsão anterior era de 2,6 bilhões

> 40 redes já foram implementadas no mundo pela Ericsson (junho-2020)

> O 5G já está presente em 22 países de 4 continentes


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