O 5G faz mal para o corpo humano?

O 5G faz mal para o corpo humano?

A nova tecnologia 5G já é uma realidade que, em pouco tempo, estará disponível também no Brasil. Como qualquer novidade, é comum que apareçam dúvidas e suspeitas por parte da população. Mas alguns mitos precisam ser esclarecidos. 

Sempre existiram especulações sobre se as ondas eletromagnéticas, telefones celulares e torres afetam a saúde ou não. Com a chegada do 5G, inclusive, se espalhou um boato sobre as possibilidades de ele estar ligado ao aumento da incidência de casos de câncer. Porém, é uma afirmação equivocada. Muitos pesquisadores trabalham para que quando uma nova tecnologia é colocada no mercado, não exista nenhum risco à saúde dos seres humanos.  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não foram identificados problemas em relação ao uso do 5G. Mas, para que as dúvidas fiquem no passado, é importante entender como essas tecnologias funcionam e porque não estão ligadas à riscos de saúde.  

Vamos lá… os serviços de telefonia funcionam por meio de ondas eletromagnéticas e conseguimos categorizar elas pelas frequências utilizadas, que são a quantidade de vezes que algo ocorre em um período de tempo determinado. Neste caso, utilizamos a medida Hertz (Hz).  

Para uma onda conseguir afetar uma pessoa, é necessário que exista algum tipo de interação com os componentes do corpo humano, como células, tecidos, órgãos, ou até em átomos e moléculas. Mas isso só acontece quando a frequência utilizada do espectro eletromagnético é muito alta, mais do que a luz e raios x. Ou seja, são específicas, diferente das utilizadas em serviços de telefonia. 

Os efeitos observados são resultado da interação térmica entre a energia irradiada e as moléculas do corpo, que depende dos valores limiares das taxas de absorção específicas (SAR) necessárias para produzir esses efeitos. É improvável que esse mecanismo ocorra para frequências não ionizantes e em potências tão baixas quanto às permitidas para irradiação do sinal de telefonia móvel. 

Não sabe o que são espectros e frequência? Aqui nesse texto nós explicamos

Um exemplo do cotidiano que nos afeta e podemos exemplificar são as ondas ultravioletas do sol, que são um tipo de radiação ionizante. Já o 5G é uma radiação não-ionizante, ou seja, ela atua em uma frequência muito mais baixa e não tem energia suficiente para afetar nosso corpo, átomos e moléculas. Já em um dia ensolarado, é melhor passar o protetor! 

Assim, as frequências utilizadas pelo 5G não têm capacidade de alterar os elétrons dos átomos, que estão nos componentes do nosso corpo. Muito menos nosso DNA, que é onde o câncer afeta. 

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