Sociedade 5G

Parceria vai impulsionar projeto de aplicações 5G no Agronegócio

O Agronegócio nunca foi tão beneficiado por uma tecnologia de conexão móvel como no 5G. Aplicações de Smart Farming ou agricultura inteligente realizam o monitoramento e controle do cultivo por meio de sensores, drones, dispositivos de Internet das Coisas, máquinas controladas a distância para, proporcionar o uso muito mais racional de defensivos e multiplicar a produtividade por hectare, além de proporcionar uma produção mais ambientalmente sustentável. Essas aplicações geram, ainda, grandes quantidades de dados, que analisados por modernas técnicas de analytics, permitem o melhor planejamento dos negócios, levando em conta informações sobre o terreno, clima, culturas, meteorologia, entre outros.

Para desenvolver tais aplicações aqui no País, onde as redes 5G em frequência própria estão próximas de entrar no ar, e disponibilizar as inovações mais rapidamente ao mercado, a parceria 5G Smart Farming entre a Ericsson (pioneira na implementação do 5G em cinco continentes e líder no setor de telecomunicações) e a São Martinho SA (referência mundial em gestão agroindustrial e um dos maiores grupos sucroenergéticos do Brasil) acaba de ganhar o reforço da Vivo Empresas.

Há alguns meses, São Martinho e Ericsson já mantém o acordo – o primeiro do País para o desenvolvimento conjunto de transformações digitais para o agronegócio, seguindo os padrões abertos de conectividade 4G e 5G, a partir das frequências de 700 MHz e 3,5 GHz. A Vivo agora chega para apoiar no desenvolvimento de soluções que aumentem a eficiência dos processos agroindustriais.

Um dos passos será a digitalização de todas as operações da Usina São Martinho, considerada a maior unidade processadora de cana de açúcar do mundo, localizada na cidade de Pradópolis, no interior de São Paulo. Posteriormente, a iniciativa será estendida para outras unidades da empresa.

Os avanços

Os casos de uso da tecnologia 5G, gerados como fruto dessa parceria, irão aumentar a eficiência da São Martinho em processos que requerem alta velocidade de transferência de dados e baixíssima latência (tempo de resposta), permitindo a utilização de veículos autônomos, como tratores e caminhões, drones para controle inteligente de pragas e plantas daninhas, identificação e localização de incêndios em suas áreas agrícolas, automação de processos industriais, dentre outras atividades que requerem processamento de dados e imagens em alta velocidade.

Drones equipados com câmeras de alta resolução permitem o mapeamento preciso das áreas de cultivo, com transmissão de vídeo e tempo real. Grandes quantidades de dados podem ser salvas no centro de processamento da usina e, futuramente, serem analisadas por meio de inteligência artificial.

A todos esses casos de uso se somarão pelo menos outras 24 aplicações potencializadas pelo 5G, como uso wearables, sensores, veículos e robôs conectados específicos para o agronegócio.

Frequências combinadas

Equipes de engenharia da Ericsson e da São Martinho se dedicaram às obras de instalação e ativação da infraestrutura necessária para ativar a conectividade 5G na usina.

“Como decisão estratégica, instalamos as estações rádio base (ERB) em duas frequências combinadas (700 MHz e 3,5 GHz) para poder atender de forma realmente efetiva os desafios de ampla cobertura geográfica e de alta demanda de capacidade de transferência de dados”, explica Paulo Bernardocki, diretor de Soluções de Redes da Ericsson.

A banda de 700 MHz (LTE) foi usada para assegurar o alcance ideal, já que permite que o sinal chegue a áreas mais extensas, e há nesse projeto a necessidade de cobrir não apenas a área da indústria, mas também as áreas agrícolas – que, no total, somam mais de 130 mil hectares.

Já a faixa de 3,5 GHz é a frequência mais adequada para atender a demanda de uso crítico e altíssima capacidade de conexão na sede e áreas industriais da usina, onde estão os equipamentos que produzem açúcar, bioetanol e energia elétrica e os sistemas de controle destes processos que requerem um grande volume de processamento de dados. Com maior largura de banda, essa faixa permite alta velocidade no tráfego e dados e será a mesma na qual o 5G funcionará em frequência específica no Brasil. (linkar para: https://sociedade5g.com.br/5g-acelera-globalmente-com-adocao-muito-mais-rapida-do-que-o-4g/)

A Ericsson forneceu, ainda, uma solução chamada de Microwave MINI-LINK® para assegurar a capacidade de transporte de dados a áreas mais distantes, com baixa latência e sem a necessidade de fibras óticas, em terreno onde essa infraestrutura ficaria sujeita a quebras e rompimentos, por conta do uso de máquinas pesadas.

FRASES

“Além de viabilizar a conectividade 5G, a Vivo traz ao projeto toda sua experiência no desenvolvimento de aplicações IoT, agregando um ecossistema bastante robusto ao projeto”

Diego Aguiar, head de IoT, Big Data e Inovação da Vivo Empresas

“A chegada da Vivo ao projeto é fundamental para garantir todos os ganhos em produtividade e em eficiência operacional, por meio de sua alta capacidade e capilaridade de rede, espectro licenciado e vasta experiência na operação de redes celulares de alta performance para aplicações IoT na indústria e na agricultura”

Rogério Loripe, vice-presidente de Negócios da Ericsson para a conta Vivo no Brasil.

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A Ericsson reserva-se o direito de não ser responsável pela atualidade, correção, completude ou qualidade das informações fornecidas. Consequentemente, serão rejeitados os processos de responsabilidade civil relativos a danos causados pelo uso de qualquer das informações fornecidas, incluindo informações de qualquer tipo que sejam incompletas ou incorretas.

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