Com o 5G, operadoras vão criar novos modelos de negócios

Com o 5G, operadoras vão criar novos modelos de negócios

Novas redes de quinta geração, novas oportunidades de negócio. Com o 5G, várias áreas da sociedade e do conhecimento humano verão uma profunda transformação, ganhando em escala e eficiência: saúde, educação, agronegócio, indústria, mídia, entretenimento, só para citar algumas. Essa nova realidade, além da transformação digital, vai gerar grandes chances de monetização dos novos serviços para as operadoras de telecomunicações. Serão elas as maiores responsáveis por orquestrar essa expansão e garantir seu sucesso, inclusive o retorno financeiro.

Para o sucesso da empreitada, as operadoras deverão desenvolver roteiros claros de suporte a essa disrupção nos negócios e promover iniciativas de orientação, inclusive junto de seus ecossistemas de parceiros. Esta é uma das principais conclusões do relatório “The 5G operator: platforms, partnerships and a new era of cloud-driven agility”, produzido pelo MIT Technology Review Insights e patrocinado pela Ericsson, que pode ser lido na íntegra aqui.

A pesquisa foi baseada em entrevistas com executivos C-level (de alto escalão, responsáveis pela gestão) de todo o mundo. Ela apontou que os processos internos das operadoras de telecomunicações são hoje mais alinhados para atendimento ao consumidor do que para segmentos corporativos.

Esse cenário, no entanto, terá que mudar, uma vez que os dispositivos conectados à internet logo irão ultrapassar os usuários humanos em grande número. Será necessário então criar novos processos que permitam o lançamento e operação de serviços rápida e efetivamente para esses dispositivos.

O  diretor de Soluções e Tecnologia de Redes da Ericsson, Paulo Bernardocki, exemplifica. “Vamos imaginar uma aplicação crítica, como serviços de saúde, suportados por uma rede 5G. Aí, em certo dia, a Netflix resolve colocar no ar um episódio inédito de uma série de sucesso. A demanda será intensa para o entretenimento, mas a qualidade da conexão para o serviço de saúde não poderá cair de modo algum”, aponta.

Para que efetivamente funcione esse conceito, de virtualização (ou “redes dentro da rede”, uma das grandes novidades trazidas pelo 5G), os executivos de venda de determinada operadora deverão, segundo Bernardocki, assegurar ao usuário final a plena qualidade daquela conexão, inclusive no processo de comercialização da conexão junto à empresa de saúde usuária, nesse caso, garantindo a venda de um serviço eficiente e o consequente faturamento correspondente.

Desta maneira, explica o executivo, usuários domésticos poderão receber um tipo de chip específico, assim como haverá um específico para as empresas de saúde, outro para os usuários do setor da indústria e assim por diante.

Dessa forma, o “network slicing” (fatiamento da rede por característica e tipo de uso) será um importante monetizador das redes 5G, uma vez que facilitará aos provedores de serviços a customização de ofertas, sob demandas flexíveis. “Uma rede 5G oferece muito mais ferramentas para ajustar a rede às demandas do  usuário, e uma ampla gama de oportunidades de personalização. Os clientes corporativos irão gerenciar automaticamente a alocação e os recursos da rede, enquanto a operadora gerenciará a experiência geral na rede”, diz Paulo Bernardocki.

AGILIDADE

O relatório do MIT sugere que as operadoras terão que dispor de um ecossistema de parceiros, formado por empresas de segmentos variados, incluindo hardware, software e players do ramo de inovação. Assim as operadoras poderão se beneficiar do conhecimento e experiência desses parceiros para desenvolver e explorar as infinitas oportunidades que serão criados pelo 5G.

O relacionamento entre as operadoras e parceiros deverá ser ágil, para que seja possível definir, implantar e adaptar novas oportunidades de negócios com a eficiência exigida pelo mercado de 5G. Para que essa agilidade seja possível, as redes deverão ser automatizadas por estratégias “zero touch”, que permitem que todos os componentes de uma rede sejam configurados automaticamente e ao mesmo tempo.

Para possibilitar essa automação, as operadoras deverão oferecer a seus parceiros um marketplace com serviços do tipo “plug and play”, como os existentes atualmente para donos de smartphones em “app stores”.

O relatório reforça também que a migração das redes para nuvem é outro passo essencial, pois facilita o uso de machine learning e de inteligência artificial, o que ajudará a prever os picos de utilização e a otimização em tempo real dos recursos da rede.

“Será muito mais simples ajustar os parâmetros de capacidade da rede para expansão da capacidade, como prever quando o congestionamento ocorrerá ou eliminar buracos na cobertura. As operadoras terão que desenvolver BSSs (Business Support Systems, ou Sistemas de Suporte a Negócios) responsivos ao mercado, para que possam oferecer agilmente essas tecnologias a seus parceiros”, conclui Paulo Bernardocki.

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