Um terço dos brasileiros mudaria de operadora para ter 5G primeiro

Um terço dos brasileiros mudaria de operadora para ter 5G primeiro

Quase um terço dos brasileiros consumidores de serviços de telecomunicações em seus smartphones e demais dispositivos móveis (30% deles) mudaria de operadora imediatamente para a primeira das teles que oferecer conectividade 5G. Para implementar o 5G o mais rapidamente possível, as operadoras já podem contar com tecnologias como o ESS (Ericsson Spectrum Sharing), que possibilita a convivência das redes atuais com as de quinta geração.

O dado, de um estudo feito por uma das principais fornecedoras mundiais de infraestrutura de telecomunicações, a Ericsson, mostra que quem lançar o serviço na frente no Brasil tende a se consolidar na liderança deste mercado, a começar pelos early-adopters.

É o que se chama, no mercado, de churn, neste caso com o cliente interrompendo o serviço e mudando de operadora. O 5G deve provocar um churn imediato de 30%. “Hoje, o mercado opera de 2% a 3% de churn. Isso mostra o que se chama na indústria de first move advantage: as empresas que se lançarem no 5G tem uma chance muito grande de sair na frente, assim como já aconteceu com o 4G”, explica Vinícius Fiori, gerente de marketing para clientes da Ericsson.

Ao mesmo tempo em que o consumidor brasileiro mostra que é fã de conectividade, para as mais diversas aplicações – do trabalho ao entretenimento e consumo de mídia – muito se fala que o 5G vai abrir inúmeras novas possibilidades de aplicações, e consequentemente de negócios. E assim será, também para as operadoras, desde que saibam mudar seus modelos de negócio e embarcar na onda dos serviços.

O levantamento promovido pela Ericsson mostra que o potencial de ganhos é gigante: o 5G pode gerar R$ 332 bilhões em receitas para as teles ao longo dos próximos dez anos. Para explorar tal potencial, a empresa vem trabalhando junto com as operadoras para entender o que os clientes querem e realizando uma série de pesquisas, por meio do Ericsson Consumer Lab, além de levar em conta exemplos de outros lugares do mundo.

Um dos estudos mapeou o tamanho do mercado que o 5G vai trazer para as operadoras dentro do conceito de digitalização das indústrias. Confira os principais pontos:

  • Trabalhando como hoje, oferecendo serviços focados só na conectividade tradicional, o crescimento de receitas das operadoras é muito pequeno: 1,6% ao ano, em média. Isso ao mesmo tempo em que elas têm que suportar uma grande demanda por serviços de dados.
  • Quando se olha para o 5G, a expectativa é que as receitas cresçam pelo menos 12% ao ano até 2030. Para que isso aconteça, as operadoras devem fomentar outras alternativas e ecossistemas, criando marketplaces e ambientes para novas aplicações.
  • O potencial de retorno acumulado em 10 anos será de R$ 332 bilhões. Isso desde que as operadoras deixem de olhar apenas para conectividade e passem a olhar para aplicações fim a fim, dedicadas para setores verticais, como agronegócio, indústria, saúde, cidades e aplicações voltadas ao consumidor.
  • Existe ainda uma dificuldade global das operadoras em trabalhar no modelo B2B e há um grande interesse em abraçar esse mercado.
  • Os brasileiros que desejam ter o 5G na frente se dispõem a pagar um adicional de R$ 35 nas contas para contar com essa nova conectividade. Entre quem tem menos pressa, 50% topariam pagar até R$ 20 a mais para ter o 5G.

O 5G vai transformar o modelo de negócios justamente porque oferece como característica o fatiamento da rede. Seria como se várias delas funcionassem dentro de uma só, cada qual voltada a uma finalidade específica. Por exemplo: para aplicações críticas na área da saúde, a operadora poderá oferecer uma rede; para consumo de vídeos e redes sociais (serviços não críticos), outra; para o uso de uma indústria, outra, e assim por diante. Isso dará às operadoras uma grande chance de customizar seus produtos e ofertas.

Essa característica é muito diferente do modelo atual: no 4G, é uma rede só que atende todos os serviços. Uma pessoa que quer ver um vídeo, uma pessoa que usa uma rede social ou uma pessoa que está fazendo um serviço emergencial, todos têm o mesmo tipo de desempenho. O 4G oferece quase nenhuma possibilidade de adaptação à necessidade de cada um.

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DOIS CASES INTERESSANTES

Entre os exemplos de ofertas criadas pelas operadoras que já oferecem o 5G nas mais de 30 redes com infraestrutura Ericsson pelo mundo, confira dois tipos de aplicações desenvolvidas com base nas características técnicas inovadoras da quinta geração móvel:

  • A operadora Korea Telecom (KT) oferece aos consumidores que contratam planos 5G um colar com três câmeras que gravam em 4K e renderizam a imagem para streaming em 360º. O novo vem sendo adotado por influencers, youtubers, artistas, que podem transmitir imagens a seus seguidores, pais que precisam monitorar os filhos, etc.
  • Também na Coreia do Sul, a operadora SKT criou “zonas quentes” do 5G, com a presença da tecnologia em regiões específicas (grandes centros comerciais, estádios, parques, etc), para focar em serviços diferenciados como gaming nestes locais.

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